Prefeito interino de Rosário denuncia sumiço de documentos públicos

Prefeito interino de Rosário denuncia sumiço de documentos públicos

O presidente da Câmara de Vereadores de Rosário e prefeito interino da cidade, Carlos do Remédio (PC do B – foto), denunciou o que ele classificou de sumiço de documentos públicos da Prefeitura.

O parlamentar assumiu o comando do município ontem após uma sessão extraordinária na qual nove vereadores, dos 13 que integram à Casa de Leis rosariense, votaram pela cassação dos mandatos do prefeito Calvet Filho (PSC) e da vice-prefeita Claudia Anceles (PT).

Caso o prefeito cassado não consiga reverter na Justiça a decisão da Câmara, Carlos do Remédio poderá ficar à frente da Prefeitura por até três meses, prazo máximo para que sejam convocadas novas eleições para escolha dos próximos prefeito (a) e vice-prefeito (a).

Em um vídeo postado no perfil Rosário em Foco, o prefeito interino afirmou que, logo após tomar conhecimento da decisão que lhe foi desfavorável, Calvet Filho tratou de sumir com diversos documentos públicos.

“A CPL sem nenhum processo de licitação. Não encontramos nada. Varreram tudo”, afirmou.

Carlos do Remédio disse ainda que os servidores públicos não precisam temer e que todos que realmente trabalham permanecerão em seus cargos.

Entenda o caso – Com base em informações levantadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Casa, os vereadores detectaram irregularidades promovidas no que se refere a processos licitatórios formulados diante de um decreto de emergência editado por Calvet Filho neste momento de pandemia.

Além disso, o prefeito cassado teria contratado, segundo a CPI, falsos médicos para o quadro da saúde do município.

Calvet Filho, através do seu advogado, Iradson Aragão, classificou o episódio como perseguição política ocasionada por um cenário de acirramento eleitoral que se estende desde o ano passado.

Aragão afirmou que o decreto emergencial, assim como todos os atos administrativos praticados pelo gestor, estão dentro da lei e tiveram como objetivo fazer com que a máquina pública pudesse continuar operando em favor dos rosarienses, uma vez que, ano passado, não houve transição junto ao governo anterior.

O advogado garantiu, ainda, que recorrerá na Justiça contra a decisão do Parlamento.

por :GLAÚCIO ERICEIRA

Blog Cidades do Maranhão

Deixe um comentário